PRÉMIO DA CRÓNICA JOÃO CARREIRA BOM / SLP 2006 ATRIBUÍDO A
JOSÉ MANUEL DOS SANTOS
Na continuidade da atribuição do prémio da Crónica João Carreira Bom / SLP, instituído pela Sociedade da Língua Portuguesa e com o patrocínio da empresa Vodafone, no valor de 5 000 euros, o júri, constituído por Elsa Rodrigues dos Santos, Urbano Tavares Rodrigues, Fernando Dacosta, Maria José Mauperrin, Adelino Gomes e José Gabriel Viegas, deliberou atribuir o prémio a José Manuel dos Santos, cronista do Semanário Expresso, pela alta qualidade da sua escrita, plena de sensibilidade e humor e de uma riqueza humana e cultural invulgares.
Este Prémio será entregue no dia 16 de Maio, 4.ª feira, às 18.30 horas, no Pestana Palace Hotel, na Rua Jau, 54 (à Ajuda).
JOSÉ MANUEL DOS SANTOS
(Nota Biográfica)
Nasceu em Lisboa, em 1955. Embora tendo estudado engenharia, toda a sua actividade profissional foi exercida nos domínios da comunicação e da cultura.
Exerce actualmente as funções de director da Fundação EDP e é colunista do semanário “Expresso”.
Durante vinte anos, entre 1986 e 2006, foi assessor cultural do Presidente da República (nos dois mandatos de Mário Soares e nos dois mandatos de Jorge Sampaio). Nessas funções, organizou, no país e no estrangeiro, centenas de acontecimentos culturais, nos domínios da língua portuguesa, literatura, artes plásticas, música, teatro, pensamento, ciências humanas, etc. Acompanhou a política cultural, quer no plano legislativo, quer executivo, e seguiu a actividade cultural, nos seus vários níveis de criação, produção, gestão, promoção, assegurando a ligação dos seus representantes e agentes culturais com o Presidente.
De 1978 a 1986, exerceu actividade nas áreas do jornalismo cultural e da assessoria de comunicação social. Nesse âmbito, foi, entre 1980 e 1983, autor e apresentador do magazine cultural “A Imagem das Letras” (RTP-2); integrou, com António Mega Ferreira, a equipa do programa “Viva a Cultura!” (RTP-1); integrou, com Alexandre O’Neil e José Mariano Gago, o conselho consultivo dos programas culturais da RTP, coordenado por António Reis. Nesse período foi ainda, durante cinco anos, cronista residente do jornal Tempo e colaborador dos jornais A Luta, Portugal Hoje, Expresso, JL. Foi eleito pela Assembleia da República para representar este órgão de soberania no Conselho de Imprensa (1984-85). Antes, tinha integrado os Conselhos de Informação para a RTP, RDP e Imprensa Escrita, que funcionavam junto do Parlamento.
Foi eleito sócio correspondente da Academia Nacional de Belas Artes e membro efectivo do PEN Clube Português. É autor da obra poética “O Livro dos Registos” e tem colaborado em várias obras de índole literária e cultural.
Foi agraciado com várias condecorações nacionais e estrangeiras, entre as quais, as Ordens de Sant’lago da Espada, do Infante D. Henrique, de Isabel a Católica e da Legião de Honra.