José Eduardo Agualusa
(romance)
2ª. ed.
É um romance sobre mulheres, música e magia, em que Agualusa atravessa Angola de Luanda até Benguela, invocando os seus mitos, costumes e o quotidiano recheado de vivências que nos reportam às profundezas de Angola.
Nestas páginas anuncia-se o renascimento de África, certamente afectado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos.
Carlos
Cruz, Bernardo Brito e Cunha, José Duarte, Eduardo Ferreira, Orlando Neves,
Mário Zambujal
Pão Com Manteiga – o programa que revolucionou a rádio em Portugal
Com humor estes textos fizeram as delícias dos ouvintes da Rádio Comercial, durante dois anos, marcando o panorama radiofónico português da década de 80.
Um livro para recordar e fazer sorrir pelos seus diálogos cheios de humor que fazem um pouco a História de Portugal dessas décadas pós 25 de Abril.
Estreando-se com Rainha da Canela e exercendo a profissão de jornalista, Ayala Monteiro, nosso sócio, publica agora esta obra fascinante onde o sofrimento, a ironia, o humor e a filosofia aliam emoções e vivências de uma época que tem como pano de fundo, a Corte de D. João III que teve por madrasta a mulher que amava e em primeiro plano, a Santa Inquisição, em Goa, que teve como o pior dos inimigos Afonso de Albuquerque, apesar de morto.
Por isso, o seu corpo é transladado para o reino para não ser venerado. No combate à heresia os inquisidores vão ao ponto de desenterrarem e queimarem os ossos do médico e botânico Garcia de Orta.
(romance)
Hilariante – o livro que qualquer Grão Mestre gostaria de proibir.
Mário de Carvalho diz dele: «É um romance do nosso tempo, das nossas realidades e das suas fantasias e materialidade quotidiana e das suas projecções proféticas.
É um livro que ri e diverte.»
Jornalista do Sete, Independente, Visão, DN, Pedro Rolo Duarte realizou igualmente programas na TV, RTP, TVI e SIC Mulher, “Falatório”, “Encontro Marcado”, “Canal Aberto” e “Noites Brancas”.
Neste livro apresentam-se 80 lições que acompanham o diário de um viciado que decide deixar de fumar. Não pretende que lhe sigam o exemplo. Pretende apenas deixar a sua impressão digital com o seu olhar sobre o mundo que o rodeia, abrindo o espaço para um quotidiano mais rico.
A acção inicia-se em Lisboa em Agosto de 1943 enquanto no coração da Alemanha Nazi, uma dramática aventura ia mudar o destino da humanidade.
Conservando uma difícil neutralidade em tempo de guerra, Portugal é um dos principais centros de espionagem de Alemães e Aliados.
Kessler, jovem professor universitário, português com uma perigosa ascendência alemã, vê-se de um dia para o outro recrutado para uma missão que tem tanto de suicida como de perturbante.
A partir daqui desenrola-se uma extraordinária aventura.
Dom Quixote
Cristina Norton, uma argentina naturalizada portuguesa e que escreve admiravelmente no nosso idioma engendra este romance impregnado das melhores influências hispano-americanas sob a influência de uma época que vai de Peron a Evita, passando por Franco e Salazar, um afinador de pianos madrileno, vê-se arrastado por acontecimentos políticos que o condicionam. A profissão leva-o a viajar até à Galiza, na véspera da Guerra Civil de Espanha. Separado da família durante os três anos que durou o conflito, a sua vida complica-se ao ponto de empreender uma fuga que o leva a uma Lisboa de espiões e de refugiados e, mais tarde, a Buenos Aires.
Numa narrativa apaixonante, Critina Norton envolve-nos numa história de encontros e desencontros, de amor e de guerra, onde a realidade histórica convive com o imaginário latino-americano, estando sempre presentes o humor, a ironia e os enredos picarescos das várias personagens.
A lenta Narrativa dos Dias
Prémio Literário Miguel Torga
Cidade de Coimbra
Almedina
Cristóvão de Aguiar é formado em Filologia Germânica, agraciado com a Ordem do Infante Dom Henrique pelos 40 anos de vida literária, com várias obras publicadas.
Em “Tabuada do Tempo” a aparente insignificância de cada instante do dia ou da noite é sentida com a paixão de quem vive esses momentos como se fossem os últimos.
Como diz Eloísa Alvarez no prefácio «Cada frase desta Tabuada do Tempo transforma-se numa revelação científica, com descobertas lexicais e sintácticas que, iludindo a divagação, a partir da procura no cerne da língua portuguesa, identifica o estilo de um autor que mostra, nesta obra, o ponto mais alto da sua maturidade literária.»
Assírio & Alvim
“Este havia de ser um livro sobre nós, extremo ocidente da Europa, e sobre o que nos ficava, não para oriente, mas para trás, atrás das nossas costas, muito daquilo que voluntária ou por fatalidade geográfica, tínhamos virado as costas. Sobre nós e sobre os outros, vistos por nós, com os nossos olhos, por ventura cansados, de europeus distraídos e envelhecidos na quase inevitável perenidade da nossa existência histórica”.
Elsa Rodrigues dos Santos