Jorge Reis-Sá frequentou os Cursos de Biologia e de Astronomia e hoje dedica-se à actividade editorial.
Um livro muito bem escrito, quase poesia em forma de prosa.
“Terra solo, terra campo, terra pátria, terra povoação, terra elemento, terra vida, terra morte, terra sonho”. Oito lugares, oito histórias que nos surpreendem pela força das emoções e a espiritualidade vivida.
Nasceu em Angola, em 1949. Advogado criminalista, foi docente na área do direito criminal e autor de vários livros jurídicos. Investigador no sector da História Secreta em Portugal, durante a Segunda Guerra Mundial, tem muita publicação dispersa.
Durante anos, o autor fez investigações na área das actividades de redes estrangeiras de espionagem em Portugal, um tema excepcional na nossa literatura.
Este livro é o relato de episódios do quotidiano, transformados em ficção, entre o que o autor viveu e o que inventou, tornando-se uma só realidade que realiza essa fusão na escrita.
Essa é no fundo “parte da tragédia da escrita: [...] nunca se está por completo na existência, a nuca é como que testemunha do que fazem os braços” diz o prefaciador Gonçalo Tavares e termina afirmando:
“falar do quotidiano é jogar com aproximações e afastamentos. Eis pois a metodologia que parece estar na génese produtora destas curtas ficções de António José Barreiros: falar do que é próximo, mas com uma voz que se afastou”.
(1900
– 2006)
Organização: Fernando Figueiredo, Leonor Martins Coelho, Thierry Proença dos Santos
“A crónica é na forma de escrita que elabora o registo do momento e da memória de um grupo ou de uma comunidade. Como tal esta colectânea pretende apresentar textos que desempenhem o papel social de intérpretes da memória colectiva. Tem o objectivo de fazer a reconstrução do ambiente jornalístico, literário, artístico, social, arquitectónico e toponímico do arquipélago da Madeira do séc. XX.
É o retrato de uma certa Lisboa, na actualidade.
Narrador autoritário que, tal como em Persona, fala das pulsões eróticas e dos conflitos entre dois amigos que vivem juntos.
Elsa Rodrigues dos Santos