FERNANDO PINTO RIBEIRO - Poeta e escritor - (1928-2009)
Fernando Pinto Ribeiro, faleceu no dia 20 de Fevereiro de 2009, em Lisboa, vítima de doença prolongada.
Natural da Guarda, nasceu em 1928. Ao 17 anos vem para Lisboa após completar o Curso Liceal, inscrevendo-se na Faculdade de Direito, cujo curso não chegou a completar.
Colaborou nas Revistas Flama, Panorama, Páginas Literárias, em jornais como Diário de Notícias, Diário Ilustrado e em vários outros regionais, tendo também no Brasil sido publicados poemas da sua autoria.
Foi Director da Revista de Letras e Artes “CONTRAVENTO” (1968), que teve apenas quatro números, pois foi suspenso pela censura da época pelo seu cariz democrático.
Pertencia aos corpos sociais da Sociedade da Língua Portuguesa, Sócio da Associação Portuguesa de Escritores, Cooperador da Sociedade Portuguesa de Autores, Sócio da Colectividade Grupo Dramático e Escolar “Os Combatentes”. (Colectividade Popular Centenária)
Tendo frequentado algumas noites de fado e ficando fascinado com o seu ambiente, identificando-se com a “expressão fadista”, começou a escrever letras para alguns fados. A qualidade dos seus poemas foi tal que logo houve nomes do panorama musical do Fado que os quiseram interpretar, tais como Ada de Castro, Alexandra Cruz, Anita Guerreiro, António Mourão, António Laborinho, António Passão, António Severino, Arlindo de Carvalho, Artur Garcia, Beatriz da Conceição, Branco de Oliveira, Carlota Fortes, Chico Pessoa, Estela Alves, tia e sobrinha, Fernando Forte, Francisco Martinho, Humberto de Castro, Julieta Reis e sua filha Sara Reis, Lenita Gentil, Lídia Ribeiro, Maria Jô-Jô Pedro Lisboa, Lurdes Andrade, Natércia Maria, Simone de Oliveira, Toni de Almeida, Tonicha, Tristão da Silva, Xico Madureira, e outros. No início, Fernando Pinto Ribeiro usava o pseudónimo de Sérgio Valentino.
Algumas das suas letras para fado mais conhecidas são “Às Meninas dos Meus Olhos”, “A Cantiga dos Pardais”, “Era um Marinheiro”, “Fado Alegre”, “Hino à Vida”, “Nas Ruas da Noite”, “Bom Fim de Semana”, “Noites Perdidas”, “Pensando em Ti”, “Lisboa vai”, etc.
Mas mais do que os seus dados biográficos, há a assinalar o seu carácter de grande rectidão, de uma humildade intelectual que o levava a valorizar sempre os outros, passando para segundo plano a sua própria pessoa na qual se encontrava uma notável qualidade literária e, sobretudo, uma rara beleza espiritual.